Londrina - O gerente de Odontologia da Secretaria de Saúde de Londrina, Oswaldo Carneiro, explicou que o fim da parceria se deve a uma prerrogativa do Ministério da Saúde, determinando que os pacientes com deficiência sejam incluídos na rede pública. Ele explicou que em julho deste ano o MS deu aporte para os municípios ampliarem de 20 para 40 horas semanais o atendimento de pacientes especiais nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).
"Não temos instrumento legal para firmar contrato para uma entidade fornecer aquilo que já está sendo disponibilizado", justificou Carneiro, descartando a possibilidade de um novo contrato. "Eles recebem pelos procedimentos preconizados pela tabela do SUS e devem continuar auxiliando a população como um parceiro importante", destacou.
Segundo Carneiro, a média de atendimento odontológico de pessoas deficientes em Londrina é de 250 por mês. "Os profissionais estão capacitados para atender pacientes com deficiência severa; eles terão toda a segurança com estrutura moderna", garantiu.
Os responsáveis pelos pacientes temem a adoção de anestesia geral em vez de sedação, como era feito há 20 anos. Carneiro detalhou que outra portaria do MS preconiza que qualquer tipo de sedação ou anestesia só pode ser realizada dentro de unidades hospitalares, com suporte médico. Ele admite que este procedimento ainda não é o ideal na cidade.
A Secretaria negocia com hospitais para ampliar a rede. "Atualmente só Curitiba e Ponta Grossa têm atendimento odontológico em hospitais no Estado. Estamos viabilizando e, em no máximo três meses, queremos iniciar esta especialidade em Londrina", adiantou. (C.F.)

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