Os 'presos de confiança' teriam autorização
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quarta-feira, 11 de outubro de 2000
De Piraquara 
O Departamento Penitenciário do Estado (Depen) vai abrir uma sindicância para apurar as informações prestadas por agentes penitenciários, de que o preso Ademar Maboni, um dos líderes da rebelião, era preso de confiança (jargão policial para identificar o preso que, por bom comportamento, tem trânsito livre dentro do sistema carcerário). Segundo o coordenador do Depen, Lauro Valeixo, não existem presos de confiança, já que os presos que trabalham na manutenção e limpeza não têm acesso às chaves das cadeias. Não confirmo esta informação, afirmou ele.
Valeixo, no entanto, disse que alguns presos têm tratamento especial por trabalhar na manutenção e na limpeza. Eles têm livre acesso dentro da penitenciária até o horário noturno, quando são encaminhados às celas. Isso tem a autorização da Vara de Execuções Penais (VEP), explicou.
A informação de que a tentativa de fuga seguida de motim teria sido iniciada pelo preso de confiança foi dada pelo agente penitenciário Silvestre da Silva, que trabalha há dez anos no local. O cafezeiro (sic) era um preso quase que de confiança. Ele soltou os outros presos, que renderam a guarnição. Tentaram render a portaria, mas foram frustrados. Então voltaram e ficaram com os sete companheiros como reféns, relatou ele. (L.P.)


