O Departamento Penitenciário do Estado (Depen) vai abrir uma sindicância para apurar as informações prestadas por agentes penitenciários, de que o preso Ademar Maboni, um dos líderes da rebelião, era ‘preso de confiança’ (jargão policial para identificar o preso que, por bom comportamento, tem trânsito livre dentro do sistema carcerário). Segundo o coordenador do Depen, Lauro Valeixo, não existem presos de confiança, já que os presos que trabalham na manutenção e limpeza não têm acesso às chaves das cadeias. ‘‘Não confirmo esta informação’’, afirmou ele.
Valeixo, no entanto, disse que alguns presos têm tratamento especial por trabalhar na manutenção e na limpeza. Eles têm livre acesso dentro da penitenciária até o horário noturno, quando são encaminhados às celas. ‘‘Isso tem a autorização da Vara de Execuções Penais (VEP)’’, explicou.
A informação de que a tentativa de fuga seguida de motim teria sido iniciada pelo preso de confiança foi dada pelo agente penitenciário Silvestre da Silva, que trabalha há dez anos no local. ‘‘O cafezeiro (sic) era um preso quase que de confiança. Ele soltou os outros presos, que renderam a guarnição. Tentaram render a portaria, mas foram frustrados. Então voltaram e ficaram com os sete companheiros como reféns’’, relatou ele. (L.P.)