Os perigos das reformas domésticas
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Época de férias, feriados prolongados e finais de semana são os dias de maior incidência de acidentes domésticos, quando os bombeiros atendem ocorrências envolvendo pessoas que fazem algum tipo de reparo em casa. Mesmo sem o conhecimento técnico necessário, muitos se arriscam em tarefas aparentemente simples, como limpeza de caixas d'água e consertos na rede elétrica, telhados e forros, mas que podem ser fatais quando realizados sem os devidos cuidados.
Na semana passada o vereador de Londrina Roberto Fu (PDT) sofreu uma queda de quase cinco metros de altura quando consertava o telhado da casa de sua irmã. Apesar de não ter sofrido ferimentos graves chegou a ser levado para o hospital, onde ficou em observação por ter batido com a cabeça no chão.
Desde o começo do ano o Corpo de Bombeiros de Londrina registrou 433 quedas de plano elevado. O relações públicas do 3º Grupamento da corporação, tenente Rodrigo Nakamura, afirma que a maioria destas quedas resulta de acidentes como os citados acima, em que as pessoas tentam realizar tarefas que não estão acostumadas. ''No ano passado foram 684 registros de queda de plano elevado. Percebemos que em finais de semana isso é muito comum, já que as pessoas ficam mais tempo em casa. Crianças também costumam se acidentar quando sobem em árvores ou em muros'', diz.
No mês passado, duas dessas ocorrências atendidas pelo Siate registraram o ferimento de três homens e a morte de um idoso. Num dos casos, as vítimas estavam em cima do telhado da garagem de uma casa no Conjunto Ouro Branco (Zona Sul), que havia sido construído pouco tempo antes do acidente. Somente um deles era pedreiro, os demais eram pessoas da família que ajudavam o operário quando o telhado desabou. Todos sofreram ferimentos médios e leves. Em outra situação, um idoso de 75 anos morreu ao cair do telhado de uma casa no Conjunto Lindóia (Zona Leste), quando tentava consertar uma das telhas que estava quebrada.
Falta de conhecimento
O engenheiro civil Rosaumir Moreira alerta para esse tipo de reforma pois além da pessoa se arriscar durante o procedimento, pode colocar em risco a própria estrutura do imóvel dependendo do reparo feito sem conhecimento específico. Segundo ele, não é incomum encontrar até mesmo profissionais da área que já se acidentaram em trabalhos em telhados ou em alturas, tamanho é o risco. ''A pessoa precisa utilizar equipamentos de proteção individual, que são cintos com cordas que prendem no momento de uma queda. A falta de conhecimento na forma de consertar partes de um imóvel pode colocar em risco até mesmo casas vizinhas''.
Ele ressalta ainda a importância das pessoas evitarem caminhar sobre o telhado, principalmente quando está úmido. Além de escorregadio, a telha fica mais frágil podendo se romper. ''Outra questão é que uma telha mal fixada pode comprometer todo o telhado. É necessário muita atenção nesse tipo de trabalho e o mais indicado é contratar um profissional'', finaliza.
DICAS DE PREVENÇÃO
- Qualquer trabalho realizado em uma altura superior a 50 centímetros pode provocar fraturas graves em caso de queda. Por isso o indicado é sempre trabalhar com um equipamento de segurança
- Evite subir em telhados em dias úmidos ou poucos dias após a ocorrência de muita chuva. A maioria das telhas leva tempo para ficar totalmente seca e pode fazer você escorregar
- Evite trabalhar sozinho. Esteja sempre acompanhado por alguém que possa ajudar ou chamar socorro em casos de acidente
- Existem pessoas que podem passar mal ao subirem em telhados ou escadas e sofrer queda. Evite esse tipo de trabalho se você é assim
- Saiba exatamente o que precisa ser feito para passar o menor tempo possível em cima de um telhado ou no forro de uma casa. Se você não sabe como fazer, procure ajuda de um profissional
Fonte: 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros


