Olinto Cardoso Gaspar é taxista e trabalha há mais de 30 anos em um ponto localizado ao lado da Praça Floriano Peixoto. Ela relata que nem mesmo a lavagem do Calçadão e na extensão da Praça resolve o problema. "Eles lavam e em dois dias já está aquele 'grosseirão' de fezes de pomba. Ninguém suporta mais isso. Os pedestres atravessam aqui com a mão no nariz e nós, taxistas, somos obrigados a conviver com esse ar poluído", afirma Gaspar, revelando o medo de também contrair alguma doença respiratória como o colega de trabalho, Sidney José da Silva, de 47 anos. Ele morreu no dia 27 do mês passado, por infecção generalizada em consequência da criptococose (causada por um fungo que pode ser encontrado em fezes de pombos).
A poucos metros dali, a comerciante Lucinéia Silva mantém um carrinho de cachorro-quente há mais de 10 anos. Ela conta que não trocaria o ponto por causa da clientela que conquistou, mas revela que a presença das incômodas pombas atrapalha. "Tenho que estar constantemente limpando a sujeira que elas fazem e espantando-as com a vassoura para que os clientes tenham mais tranquilidade", salienta.
Depois de seis meses sem vir a Londrina, o pintor Marco Antônio dos Santos, de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), conta que ficou surpreso ao ver as condições da Praça Sete de Setembro, localizada entre as avenidas São Paulo e João Cândido. "Eu precisava sentar para organizar meus documentos e não achava um banco limpo, só este que estou. Todos os outros já estavam com camadas e camadas de fezes. Realmente, um nojo.", conta. (F.C.)

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