O presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Luiz Sallim Emed, confirmou que a continuidade das atividades realizadas pelo Hospital de Clínicas poderia expor os pacientes ao risco de uma tragédia. ‘‘O hospital não dispõe mais de recursos para atender com qualidade.’’ A decisão de suspender o atendimento aos casos crônicos e eletivos foi tomada em parceria pela direção do hospital com o CRM.
Ele informou que, apesar da redução nos atendimentos, a orientação é de que jamais ocorra omissão de socorro no HC. ‘‘Não dá para prever quanto tempo o HC irá sobreviver desta forma’’, afirmou. ‘‘A suspensão de algumas atividades irá reduzir ainda mais o seu faturamento.’’
A dívida atual do SUS com o HC é de cerca de R$ 6 milhões, relativos aos abonos de maio a dezembro do ano passado. O hospital acumula uma dívida de R$ 6,5 milhões com fornecedores. O Ministério da Saúde depositou ontem na conta do hospital um valor aproximado a R$ 400 mil, referente ao abono de 25%áá (de maio do ano passado) sobre a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor do HC, Mário Sérgio Cerci, disse que este valor será usado para pagar dívidas a fornecedores.

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