Curitiba - Há duas semanas o Parque Barigui recebeu 26 novos habitantes. São os filhotes das ovelhas que vivem por lá. Quem caminha pelo espaço ficou surpreso, já que novos cordeiros não nasciam desde 2007. Diariamente eles saem do aprisco (local onde dormem) e comem a grama de diversos espaços do parque. Quem toma conta do grupo é Antônio de Souza Freitas. Há 16 anos trabalha com isso. Ele já passou pelo parque São Lourenço, onde ovelhas também realizam o pasto e auxiliam na adubagem da terra.
É difícil uma criança não parar para apreciar ou tentar tocar nos bichos. As sobrinhas da professora Cristina Kallaur moram em São Paulo, mas com a suspensão das aulas por conta da gripe A (H1N1), vieram passar uns dias em Curitiba. As pequenas se surpreenderam quando encontraram as ovelhas durante a caminhada matinal. ''Lá na minha cidade não tem isso. Nunca tinha visto de perto'', explica Camila.
Logo que nascem os animais recebem um brinco de identificação. Isso irá auxiliar o pastor a saber qual é o filho de cada uma. ''Às vezes algumas se recusam a amamentar o filhote de outras. Por isso o brinco é importante'', explica Freitas.
Os animais saem do aprisco duas vezes por dia (das 9 às 11h30 e das 13 às 17 horas). ''Eles são uma atração. Tem gente que nunca viu uma ovelha. Os adultos também tentam passar a mão nos animais. Se tiver com pipoca na mão fica mais fácil'', revela o pastor. O pai dos 26 filhotes é um só: o carneiro chamado Maguila. ''O Maguila é campeão'', diz.
Pelo grande número de pássaros da raça quero-quero no local, a convivência nem sempre é pacífica. ''Quando se sentem ameaçados eles mordem o focinho das ovelhas. Mas elas nem ligam'', conta Freitas.
Os bichos recebem tratamento especial de médicos veterinários da secretaria de meio ambiente de Curitiba, além de vacinas contra vermes e alimentação balanceada com ração. Em outubro chega a hora delas terem os pelos cortados, para não sofrerem com o calor do verão. As ovelhas também servem de cobaia para estudantes de graduação.

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