Os nomes que o povo dá
Num momento de rara inspiração, uma antiga administração municipal (deve ter sido a de Luiz Eduardo Cheida. Se estiver errado, por favor, corrijam-me) criou a Feira da Lua, uma feira livre que funcionava à noite, com muita coisa atrativa além dos produtos costumeiros a uma feira. Agradou tanto que acabou se multiplicando, existindo várias em funcionamento atualmente pela cidade. Uma administração subsequente, porém, resolveu mudar o nome da feira, chamando-a Feira das Nações. Ninguém soube o porque da nova denominação. Nem, aliás, houve discussão. O povo continuou a chamá-la pelo nome anterior, poético e que caiu no gosto da maioria, Feira da Lua.
Com este nome ela continua e, a partir da próxima semana, ganha sua principal característica: com o fim do horário de verão, ela passa a ser, de novo, da Lua.
Relógios
A propósito, não esqueça de atrasar o relógio hoje (ou na madrugada do domingo), para não errar a hora. Em verdade, o retorno ao horário antigo traz bem menos problemas que o estabelecimento da hora de verão. O pior que pode acontecer a quem não acertar o relógio é chegar mais cedo, no domingo, à missa ou ao culto dominical.
Proiridades
O Congresso Nacional, que volta de longas (e não muito merecidas) férias, recomeça com uma prioridade: prorrogar a CPMF. Questões relativas à violência, que estão atormentando a população brasileira, ficam em segundo plano.
A população continua se sentindo desamparada diante da violência e do crime. Em Londrina, nunca houve tantos homicídios, sendo também elevado o total de assaltos, roubos e furtos. Os ladrões agem com a maior tranquilidade, como se não houvesse polícia na cidade. O cidadão, confrontado por um marginal armado, não tem o que fazer a não ser rezar.
Segurança é obrigação das autoridades que, porém, se preocupam mais com outros assuntos.
Mas é um ano eleitoral. O Congresso vai trabalhar menos do que de costume. Estará preocupado com o voto do povo. Incumbe ao eleitor dar respostas adequadas a este tipo de comportamento dos políticos que, em tese, representam o cidadão.
Pesquisa feita por um canal de TV a cabo revela que a maioria não acredita que o eleitor vá votar melhor este ano. Seria bom contrariar o levantamento, o que só depende da população.





