Na casa da menina Daniele Cristina de Araújo, de apenas 13 anos, a manhã de ontem foi mais silênciosa do que de costume. A adolescente, que namorava há nove meses o suspeito de ter-lhe tirado a vida, gostava de música e tinha o hábito de ligar o rádio quando estava em casa, no Conjunto Chefe Newton Guimarães, na Zona Norte de Londrina.
''Não sabemos o que aconteceu. Eu e a mãe dela saímos de casa para trabalhar na sexta-feira e estava tudo bem, não parecia que eles tinham brigado'', contou o pai, o ajudante geral Luciano Daniel dos Santos Filho. No final da tarde, ela foi encontrada morta pelo irmão, que tentou acionar o socorro, mas não teve tempo. Quando o Siate chegou no local, a menina já estava morta.
''Os dois tinham muito ciúmes um do outro'', revelou Santos Filho, que chegou a aconselhar a filha a terminar o namoro, mas não conseguiu convencê-la. O suspeito pelo crime foi o primeiro namorado que Daniele apresentou à família. ''Não queríamos que ela começasse a namorar tão jovem, mas ela dizia que não conseguiria viver sem ele. Acabou acontecendo'', lamentou, bastante emocionado.
Ele contou que concordou com o relacionamento por julgar que seria melhor a filha ''namorar dentro de casa do que escondido, pela rua''. ''Não consigo imaginar por que esse rapaz fez isso. Quero que ele seja punido, apesar de saber que a prisão não vai trazer minha filha de volta'', disse. (C.A.)

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