'Os dois extremos são preocupantes'
A cabeleireira Eliane Salvador Novi buscou nas atividades físicas uma alternativa para tirar o filho Thiago, 10 anos, da frente da televisão e do computador. ''Desde os cinco anos de idade ele faz natação e no ano passado eu o matriculei em uma escola de futebol, além isso ele tinha aulas de educação física na escola e ainda andava de bicicleta e skate em casa', conta a mãe.
Ela diz que tudo ia bem até que, no final do ano passado, Thiago começou a queixar-se de dor nas costas. ''Resolvi levá-lo a uma fisioterapeuta e descobrimos que o Thiago estava com escoliose (desvio lateral da coluna)'', lembra. A mãe diz que foi orientada a retirar momentaneamente Thiago das atividades físicas. ''Desde o início do ano ele só faz exercícios físicos nas aulas de educação física e duas vezes por semana na clínica de fisioterapia. As dores já melhoraram e estou aguardando o fim do tratamento para verificar quais atividades ele vai poder voltar a praticar'', afirma Eliane.
Segundo a fisioterapeuta Márcia Aoki, tanto o excesso de exercício físicos quanto a inatividade são prejudiciais à saúde. ''Os dois extremos são preocupantes. As atividades físicas em excesso podem provocar escoliose contratura muscular. Por outro lado, crianças que ficam muito tempo sentadas assistindo televisão ou na frente da televisão podem sofrer queda de massa muscular e ter torcicolo ou problemas de postura como a vifose, vulgo corcunda'', alerta.
Márcia destaca que a melhor maneira de evitar problemas é fazer uma avaliação física antes de iniciar qualquer atividade física. ''Após a avaliação um fisioterapeuta poderá indicar as atividades mais recomendadas e orientar a criança a se alongar corretamente'', afirma.
Problemas posturais podem ser resolvidos com exercícios fisioterapêuticos. ''Em média são recomendadas 20 sessões com aparelhos específicos para cada caso que são realizados de duas a três vezes por semana'', ressalta a fisioterapeuta.





