Os alunos do Colégio Estadual Professora Ubedulha Correa de Oliveira, localizado no Conjunto Luiz de Sá (Zona Norte de Londrina), tiraram o dia de ontem para uma atividade diferente: a apresentação de trabalhos realizados durante o projeto ''África: Uma terra de contrastes''.
Segundo a vice-diretora da escola, Fátima Santos, o projeto foi criado para incentivar os alunos a colocar em prática o que aprenderam sobre aquele continente. ''Existe uma lei federal, a 10.639/2003, que institui que as escolas públicas devem envolver o assunto África em todas as disciplinas. Então pensamos em articular um projeto, envolvendo alunos de uma série específica, no nosso caso, todas as 8 séries, em que toda a pesquisa feita pelos alunos pudesse ser apresentada aos demais estudantes e também para a comunidade'', disse.
O colégio conta com cerca de 1,4 mil alunos. Só da 8 série são 180. Fátima explicou que além de estudarem sobre a África durante as aulas, pesquisas específicas para o dia da apresentação foram feitas por dois meses. ''Todos os professores estão envolvidos. Durante o período da tarde os alunos que estudam no período da manhã, voltam para a escola para participar de oficinas realizadas com estudantes da UEL sobre temas relacionadas à África'', comentou.
As oficinas são ministradas por integrantes do Núcleo de Estudos Afro-Asiático (NEAA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Durante as oficinas e atividades em sala de aula, os alunos aprenderam sobre a formação histórica do continente africano; aspectos físicos, econômicos, sociais e culturais da Africa.
A aluna Camila Lemes, 14 anos, integrou um grupo que pesquisou sobre a questão da aids na África. Surpresa com as informações que conseguiu, ela passou a refletir de maneira diferente sobre o povo africano. ''Eu vi muitas fotos de pessoas em situação de vida muito ruim. Não imaginava que lá era assim. Fiquei bastante chocada. Achei bacana o projeto por causa disso tudo que aprendemos'', comentou.
Já para a estudante Letícia de Oliveira Elias, 14 anos, os dados estatísticos foram o que mais chamou sua atenção. ''A mortalidade infantil na Africa é enorme. Descobrimos que a cada 19 segundos morre uma criança com menos de 5 anos de idade. Achei isso muito horrível e acredito que muitos de nós, quando tivermos uma profissão, poderemos de uma maneira ajudar as pessoas que moram na Africa'', disse.

mockup