Ortopedistas terão que voltar ao trabalho
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Depois de uma reunião com o promotor dos Direitos Constitucionais Paulo Tavares, na tarde de ontem, os médicos ortopedistas da Santa Casa de Londrina e do Hospital Evangélico decidiram manter a greve que já dura quase um mês.
A última proposta da Secretaria Municipal de Saúde, informou Tavares, destinava R$ 39 mil à Santa Casa e R$ 25 mil ao Evangélico, quantia relacionada ao pagamento dos plantonistas de todas as especialidades. Como 40 a 60% dos traumas são relacionados à ortopedia, e os médicos dos dois hospitais têm atendido apenas casos gravíssimos, a demanda do Hospital Universitário aumentou consideravelmente e, segundo o promotor, ''tornou-se insustentável''.
O ortopedista Plínio Montemor, representante dos profissionais da Santa Casa, declarou que os médicos só retornarão ao trabalho se receberem um valor fixo pelos plantões. Já o ortopedista Marcello Tito, do Evangélico, afirmou ao promotor que os profissionais do hospital aceitam voltar ao trabalho, mas só se a Santa Casa também retomar os atendimentos.
Segundo ele, se não houver acordo, os hospitais terão de procurar outros médicos para reativar o serviço de ortopedia.''Não é possível que dois hospitais credenciados ao SUS não atendam uma especialidade tão crucial.''
Tavares também conversou com a direção dos hospitais e determinou que o atendimento seja retomado até a próxima segunda-feira. ''Caso isso não ocorra, o Município, que é gestor dos hospitais, tem instrumentos para mudar a situação. Se a Prefeitura não o fizer, o Ministério Público fará''.


