Ortopedistas mobilizam-se pelo cinto
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de março de 1997
Elisa Marilia 
Da Sucursal
Os seis mil médicos ortopedistas em todo o País devem participar hoje da mobilização nacional para recomendar o maior uso do cinto de segurança. Esperamos reduzir o número de leitos de hospitais ocupados com pacientes da traumatologia - 70% do total - em decorrência de acidentes de trânsito, afirma o presidente da Sociedade Brasieira de Ortopedia e Traumatologia no Paraná, Edilson Forlin.
Estatísticas do Batalhão de Policiamento de Trânsito mostram uma redução de 11% no número de feridos e 31% no número de mortos no local do acidente. Segundo o sub-comandante do BPTran major Daniel Alves de Carvalho, em Curitiba os esquecidos ou resistentes são uma exceção.
Para o traumatologista Forlin, em todo o País 10% dos motoristas insistem em não usar o cinto se segurança. Ele explica que a relação do peso da cabeça e do tórax das crianças pequenas é diferente da dos adultos e elas os menores correm mais riscos de baterem a cabeça no pára-brisa. Elas voam como flexas, se ficam soltas.
Na campanha de hoje, nos hospitais e clínicas, os pacientes tomarão conhecimento de que a cada 13 minutos uma pessoa morre por acidente de trânsito em estradas ou áreas urbanas no Brasil.
Para cada morte, resultam quatro sequelas, responsáveis pela ocupação de 70% dos leitos dos hospitais público do Brasil, onerando famílias e governos, justifica Forlin. Ele calcula que, se todos os médicos participarem da campanha, só neste primeiro dia devem tentar convencer mais de 60 mil pessoas.
A continuidade da campanha ficará a cargo de seminários nacionais em parceria com as secretarias municipais e estaduais da Saúde. No primeiro semestre, a população e os médicos serão os alvos das campanhas e no segundo semestre, o comportamento das crianças no trânsito.


