Ortopedia do Evangélico suspende atendimento
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Guilherme Borges<BR>Reportagem Local 
O atendimento de ortopedia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) permanece paralisado na Santa Casa e Hospital Evangélico (HE) até amanhã. A informação foi divulgada por representantes das instituições, depois de reunião realizada na Câmara de Vereadores na tarde de ontem. Pacientes que precisarem de socorro devem procurar o Hospital Universitário (HU) ou o Hospital Ortopédico.
A definição de paralisar o atendimento é um protesto dos médicos plantonistas que reivindicam repasse de verba. ''Se realizarmos mais de uma cirurgia no paciente, o SUS vai pagar apenas um procedimento'', explica o chefe de Ortopedia do HE, Marcello Tito. Ele ainda acrescenta que o município repassa um valor máximo para cada especialidade médica de cada hospital, mas que na prática o número de atendimentos é maior. ''O que queremos é receber pelo que trabalhamos. Não estamos reivindicando o aumento do valor repassado, apesar de ser baixo, mas o valor do que realizamos efetivamente''. O médico afirma que a paralisação permanece até amanhã, quando deve acontecer nova reunião.
Já na Santa Casa, o atendimento do setor ortopédico está há um mês paralisado. ''Na verdade pedimos ao Siate e Samu que não enviassem muitos casos para nós, mas os que chegaram até a gente foram atendidos'', assegura o representante do setor no hospital, Fábio Adriano Sambatti.
Segundo a secretária de Saúde de Londrina, Josemari de Arruda Campos, um repasse maior para as especialidades médicas dos hospitais filantrópicos do município já estava sendo estudado. ''Sabemos dessa necessidade e por isso acreditamos ser de grande importância essa reunião, inclusive com a participação da 17 Regional de Saúde, pois atualmente o município, em algumas especialidades, já atende uma macro região, o que ressalta a necessidade de conversa com a Secretaria de Estado da Saúde''.
A reunião realizada na Câmara de Vereadores ontem contou com a presença de representantes da Secretaria Municipal da Saúde, 17 Regional da Saúde, dos hospitais envolvidos, da Associação Médica, do legislativo londrinense e do Ministério Público. ''Agora, a comissão formada deve estudar propostas para a próxima reunião. Na quarta-feira, os médicos voltam a trabalhar e então teremos até um mês para tentar resolver a situação'', afirmou o presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara de Vereadores, Marcos Defreitas.
A comissão formada ontem reúne representantes da Secretaria Municipal de Saúde, Santa Casa, Hospital Evangélico e 17 Regional de Saúde.


