O Cine-Teatro Ouro Verde ficou lotado no último sábado à noite para ouvir a Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina (OSUEL), na primeira apresentação da Temporada 2001. Comemorando 17 anos de existência, a Orquestra da UEL protagonizou a própria festa, oferecendo um espetáculo digno das grandes capitais do mundo.
Pessoas de todas as idades compareceram em peso, encheram o teatro e não se importaram nem em se sentar no chão. Todos sabiam que a aniversariante faria aquela noite de sábado ser especial. Perfeita, a oquestra não decepcionou os presentes quando abriu magistralmente o programa com as Bodas de Fígaro, de Wolfgang Amadeus Mozart. E muito mais estava por vir.
Ainda na primeira parte, a OSUEL apresentou o compositor Bellini e tocou, para aqueles que nunca tiveram oportunidade de ouvir a abertura da ópera Norma. E como a noite era de outono, mas estava quente, a Orquestra ofereceu Sonho de Uma Noite de Verão, de Mendelssohn. Qual não foi a surpresa do público ao ouvir, na peça, a Marcha Nupcial.
Um garoto, de 15 ou 16 anos, provavelmente mais jovem do que a própria Orquestra, na linguagem descompromissada dos jovens, deixou escapar a emoção que sentia. ‘‘É show de bola’’, disse o garoto. E foi show mesmo, regido com elegância pelo maestro Evgueni Ratchev.
Búlgaro, Ratchev apresentou o Guarani, do brasileiro Carlos Gomes, desconhecido para muitos brasileiros que ali estavam. Ao voltar para o bis, Ratchev regeu a Dança do Sabre, de Khachaturian, para um público emocionado.
As pessoas deixaram o Ouro Verde e foram embora. Aquele garoto, que talvez tivesse ido ao Ouro Verde pela primeira vez, foi, junto com outras pessoas para um ponto de ônibus. Sabe-se lá para onde iria mas, solene e compenetrado apesar da idade, deixou escapar mais uma vez a emoção. ‘‘Bravo maestro!’’, gritou ele, antes de entrar no ônibus.

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