Origem de cloro ainda é desconhecida
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sábado, 25 de novembro de 2000
Silvana Leão De Londrina 
A Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ainda não detectaram a origem da descarga de cloro que está ocorrendo no Córrego Guarujá, em Londrina. O lançamento do produto foi descoberto na quarta-feira e já causou a morte de centenas de peixes. Ontem de manhã a concentração de cloro na saída da tubulação da rede pluvial era três vezes maior que a registrada na véspera.
Funcionários da autarquia e do instituto passaram o dia de ontem investigando, na tentativa de encontrar a origem do problema. Durante a tarde, o trabalho dos técnicos concentrou-se na tentativa de rastrear a descarga de cloro nas galerias existentes na Vila Brasil (área central), onde encontra-se a nascente do córrego. Porém, todos os Postos de Visita (PVs) existentes no bairro foram cobertos por asfalto durante o recapeamento das ruas.
A equipe chegou a levantar algumas tampas da rede de esgoto, mas nada pôde descobrir. No início da próxima semana, a Secretaria de Obras deverá ser acionada para quebrar o asfalto nos locais onde existem os PVs, em trabalho moroso.
Segundo a diretora-técnica da AMA, Sílvia Saadjian, há muitas empresas de fundo de quintal, difíceis de serem localizadas. Uma delas pode ser a responsável pela ligação clandestina na rede pluvial. A diretora disse ainda que o desastre ecológico ocorrido na represa do Parque Arthur Thomas, formada pelos afluentes do Ribeirão Cambezinho (um deles o Córrego das Pombas, que recebe a água do Córrego Guarujá) é o maior já registrado, e garantiu que o responsável será autuado.
No trabalho da manhã AMA e IAP não permitiram a presença de jornalistas nas vistorias realizadas. Durante a tarde, Sílvia Saadjian afirmou que material informativo seria enviado às redações esclarecendo o que já havia sido levantado, mas até o início da noite isto não ocorreu. Seu telefone celular foi desligado.
De acordo com o chefe regional do IAP em Londrina, Andrew Pinheiro Neto, embora a concentração de cloro registrada ontem tenha sido maior que na véspera, o volume de efluente clandestino foi menor, o que permitiu maior diluição do cloro no rio. Pela manhã, a concentração do produto era de 850 mg por litro de água. No final da tarde caiu para 80 mg por litro. O aceitável é de um a três mg/litro, explicou. Neto informou que o IAP irá encaminhar à Promotoria de Meio Ambiente pedido de abertura de inquérito policial.


