Origem da celebração do Dia de Finados foi na França
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Thiago Alonso<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Entre 80 e 100 mil pessoas são esperadas nos 22 cemitérios de Curitiba neste domingo, quando é celebrado o Dia de Finados. Algumas pessoas, porém, optaram por antecipar as visitas. É o caso do eletricista aposentado Claudionor Ferreira dos Santos. Com um pano e água, ele estava fazendo ontem uma limpeza ''caprichada'', como disse, no túmulo da ex-mulher. ''Precisamos deixar o túmulo com uma aparência boa para homenagear os que já partiram'', comentou.
No domingo, Santos volta ao túmulo para outra visita. Como ele, quase 100 mil pessoas vão circular pelos cemitérios da cidade.
Antes do ano 1.000 d.C., não havia qualquer tipo de celebração ou rememoração dos mortos. Rezar por falecidos ou mártires era raro, diz a irmã Custódia Maria Cardoso, assessora de música sacra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ela conta que as primeiras manifestações do que seria o Dia de Finados aconteceram em Cluny, na França, quando um abade chamado Odilon pedia para que os outros rezassem pelos monges já mortos. A tradição começou por volta do ano 1.000 e logo espalhou-se por todo o mundo cristão. A data de 2 de novembro foi escolhida porque é o dia seguinte à Festa de Todos os Santos.
Entre os principais símbolos de Finados, irmã Custódia destaca a missa, a vela, representando uma chama de luz, e as flores, oferecidas como forma de gratidão. ''A data é uma forma de não esquecermos espiritualmente das pessoas que viveram conosco. É um dia de gratidão pela vida dessas pessoas'', explica.


