Uma simples folha de papel que desenvolve, ao mesmo tempo, a criatividade , a coordenação motora, o vocabulário e a disciplina. A milenar arte japonesa do origami - ou dobradura de papel - também pode servir como um recurso para os professores na sala de aula.
Sempre com um papel nas mãos, a arte-educadora Lena Aschenbach lembra que o ato de dobrar papéis é inerente ao homem. ‘‘Mesmo em um simples papel de bala, ficamos fascinados pela magia da transformação de um objeto plano em uma forma tridimensional’’, diz ela, que divulga o origami em treinamentos para professores.
Para ensinar as dobraduras, Lena sempre conta uma história, recheada de personagens e objetos ‘‘Criei os enredos para facilitar o aprendizado - aliando a linguagem ao formato dos objetos.’’ Em uma das histórias, que culmina com a forma de um pássaro, o espectador assiste à transformação do papel em livro, barraca, sorvete, pipa, barco, tubarão, jacaré e estrela. ‘‘Cada um dá à sua dobradura a marca de sua personalidade’’, comenta ela.
A arte-educadora, que já publicou dois livros (‘‘As Dobraduras de Papelino’’ e ‘‘A Arte-Magia das Dobraduras’’) e três vídeos (‘‘Uma Viagem à Arte-Magia’’, ‘‘Pedro e o Lobo’’ e ‘‘Pinheirinho’’) sobre o assunto, diz que a técnica ensina noções de responsabilidade (‘‘você é responsável pelo trabalho que você faz’’) e de disciplina, já que o origami sempre envolve uma sequência de tarefas.
Lena, que aprendeu a arte da dobradura ainda criança, hoje ‘‘convive’’ com os papéis tridimensionais. Os origamis estão presentes nos brincos, na camiseta (estampados) e até nas ‘‘jóias’’ que ela carrega na bolsa - broches coloridos em forma de pássaro e outros animais. (G.P.)

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