Orientação começa em casa
Rita Marcia Aragão é mãe da Manuella, de 4 anos. Conforme a mãe, a menina costuma pedir para comprar objetos durante os passeios. ''Ela pede muitos doces e salgadinhos, sempre compro mas não exagero. Avalio com cuidado antes de comprar o que ela quer, minha filha não tem todas as vontades atendidas, sei que desta forma estou contribuindo com a educação dela.''
De acordo com a mãe, a menina é levada em conta nas compras da família. ''Se formos ver um carro, é claro que vamos procurar saber se tem espaço suficiente para ela, se há conforto e segurança. Ela acaba interferindo sem querer nas nossas decisões.'' Manuela disse que gosta de ir ao mercado com a mãe. ''Peço para ela comprar chocolates, balas e pirulitos.''
Louise Tivirolli de Paula tem 13 anos e desde os 11 recebe mesada. Com o tempo ela está aprendendo a administrar o dinheiro. Conforme a mãe, Katia, a família orienta para que a menina não gaste toda a mesada. ''Sempre questiono se precisa mesmo e vai usar o objeto que está comprando. Acredito que a minha filha está desenvolvendo o consumo consciente e que isto acrescenta na formação dela como pessoa.''
Louise afirma que aprendeu a guardar o dinheiro para comprar produtos de valor mais alto. ''A minha meta agora é guardar o suficiente para ir ao show da Lady Gaga quando ela vier ao Brasil. Estou me esforçando e já tenho uma parte do valor necessário.'' Ela acrescentou que procura pesquisar preços e que gosta muito de sapatos, mas pensa duas vezes antes de fazer uma compra. (M.A.)





