O mistério da fazenda Santa Mônica fez com que o vereador de Londrina Osvaldo Bergamin (PMDB), que tem propriedade na região, enviasse requerimentos à Prefeitura e também ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para ter informações sobre o empreendimento está sendo feito na propriedade. Ele mesmo tentou entrar no local mas não passou da porteira. Por isso, o vereador considera a fazenda ‘‘no mínimo suspeita’’.
Na Secretaria de Obras de Londrina, a informação é de que seria muito difícil descobrir se há ou não algum dado na Prefeitura sobre o empreendimento na Santa Mônica. Seria preciso, no mínimo, ter o número de registro do projeto. Já no IAP, o químico Roberto Gonçalves, da área de controle e poluição, informou que até sexta-feira não havia chegado ao instituto nada sobre a fazenda além do requerimento.
‘‘Até me causou surpresa. Na próxima semana vamos ao local apurar’’, disse o químico. E completou: qualquer obra em leito de rio deveria ter autorização da Sudersa (Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento), encaminhada através do próprio IAP.
Não existe registro no Ministério da Educação sobre projeto de escola técnica naquela região. Associação Comercial de Londrina (Acil), Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e Secretaria de Agricultura do Município também não tinham conhecimento de algum projeto em Taquaruna. ‘‘Para mim foi uma surpresa. Acho isso tudo muito curioso’’, apontou o secretário Samir Curi, da Agricultura.

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