Órgãos públicos estão entre os mais visados
Universidades, órgãos públicos, tribunais. São esses os locais mais visados pelos atentados a bomba. ''O estudante quer escapar de uma prova difícil, quer fazer a instituição emendar um feriado e recorre a uma bomba'', conta tenente Antônio Claudio Cruz.
Nos Correios, a preocupação com o trânsito de explosivos, armas e entorpecentes é tão grande que a empresa tem um setor destinado a garantir a segurança. ''Nosso trabalho é inspecionar encomendas, especialmente as de pessoas físicas e de empresas que não possuem contrato com os Correios'', conta Carlos Manoel Amaral Salles, chefe de Segurança Postal no Paraná.
Segundo Salles, a empresa registra de um a dois casos de explosivos por ano no Estado. ''Nossa primeira medida após detectar o explosivo é evacuar o prédio e acionar a PM'', explica. A manipulação e eventual desarmamento do explosivo é todo conduzido pelo esquadrão antibombas.
A fiscalização das encomendas transportadas pelos Correios é feita por amostragem e são mais frequentes dependendo do destino ou da origem da encomenda. ''Os pacotes são submetidos a verificação de conteúdo no raio-x'', diz Salles. Caso o equipamento detecte alguma desconformidade, o pacote é submetido a um novo exame, em um espectrômetro de massa. ''O mais comum é encontrar armas e drogas'', conta.
A atitude da pessoa na hora de entregar a encomenda também pode fazer com que os funcionários reforcem os cuidados. Salles lembra da bomba que foi encontrada em uma encomenda postada em um posto de atendimento dos Correios no Alto da XV, em Curitiba em 2007. ''O nervosismo da rementente na hora de postar a caixa chamou a atenção dos funcionários'', conta.
A PM foi acionada quando as pessoas que estavam trabalhando na agência notaram que o pacote estava esquentando. ''Era 1,5 quilo de explosivos'', lembra o soldado Antônio Carlos Lopes, que participou da ação do esquadrão antibombas naquele dia.
Depois de evacuado o prédio, somente dois policiais do esquadrão permaneceram no local. ''Ficamos sozinhos com o artefato enquanto toda a quadra foi isolada pela PM'', recorda. A bomba foi desarmada pelo esquadrão sem maiores danos ao prédio. (R.C.)





