Órgãos públicos e entidades não-governamentais de Cascavel que atuam em defesa do meio ambiente estão iniciando discussões para unificar atuações e conseguir melhores resultados. A iniciativa é da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que está convocando representantes das organizações para que se unam em estratégias de atuação. Uma das preocupações principais é com áreas de fundo de vale ocupadas por famílias carentes e indústrias.
Alguns rios apresentam alto grau de contaminação, caso do Rio das Antas, com nascentes no centro da cidade, que apresenta até 100 mil coliformes fecais por 100 ml de água, segundo análise feita pela Sanepar. A Organização Mundial da Saúde admite como ‘‘aceitável’’ apenas mil coliformes por 100 ml.
O Rio das Antas e outros cursos d’água têm sido alvos de campanhas para recuperação e preservação. A iniciativa é das associações de Defesa e Educação Ambiental e dos Amigos do Rio, escolas, Sanepar, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, prefeitura e Exército, entre outras organizações.
A remoção das famílias e indústrias dos fundos de vale, medida adequada para conter a degradação das áreas, implicaria em custos ‘‘extremamente volumosos’’, diz o secretário de Meio Ambiente, Paulo Orso. ‘‘Por isso, resta o trabalho de fiscalização, feito por órgãos oficiais, e a conscientização dos ocupantes das margens dos cursos d’água para que evitem os despejos’’.
O secretário estima que, atuando em conjunto, e com os mesmos enfoques em suas ações, as organizações que se preocupam com o meio ambiente podem chegar a resultados mais efetivos. A pretensão é integrar setores diretamente ligados ao meio ambiente, inclusive o Ministério Público, Secretaria Municipal de Educação, universidades, clubes de serviço, Pastoral da Criança e outras entidades.

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