Órgãos públicos decidem como
vão fiscalizar a venda de leite
Benê Bianchi
Representantes do Ministério da Agricultura, Secretaria Estadual da Agricultura, 17ª Regional de Saúde e Vigilância Sanitária Municipal passaram parte da tarde reunidos, ontem, no gabinete do promotor de Defesa do Consumidor, Leonir Batisti, para sistematizar a fiscalização nas indústrias e pontos de venda de leite. O objetivo é detectar onde há falhas e apontar soluções para que o produto chegue ao consumidor com qualidade.
A reunião foi motivada pelos resultados das análises de leite efetuadas pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, a pedido da Câmara de Vereadores, e que apontou que várias marcas analisadas não eram apropriadas para o consumo por apresentarem coliformes fecais.
Segundo o promotor Batisti, as fiscalizações foram divididas entre os órgãos, de acordo com a responsabilidade de cada um. As empresas que têm registro federal, como a Cativa, Ubá, Roland, Guri e Marcial, serão fiscalizadas, na indústria, pelo Ministério da Agricultura.
As marcas com registro estadual - Londrina e Mamelle - serão fiscalizadas pela Secretaria Estadual de Saúde. Já as demais marcas que foram ‘‘reprovadas’’ na análise do instituto paulista - Volpato e Triângulo - serão fiscalizadas pela 17ª Regional de Saúde, que também irá centralizar análises dos produtos coletados pelos serviços municipais.
À Vigilância Municipal caberá a fiscalização das condições higiênico-sanitárias dos pontos de venda e das indústrias sediadas em Londrina. O promotor informa que os órgãos terão prazo de 90 dias para apresentar relatório sobre as atividades desenvolvidas neste período e apontar as soluções adotadas ou a serem adotadas para solucionar o problema.
‘‘Esses órgãos vão fazer coletas, exames e acompanhar, utilizando-se de análises periódicas, todo o processo de industrialização e venda do produto. Queremos uma solução para este problema’’, afirma o promotor.

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