A colocação de uma faixa para travessia de pedestres em no máximo 15 dias e estudos para melhorar o acesso de automóveis à PR-445, na zona sul de Londrina. Estas foram as promessas conseguidas pelos moradores do Conjunto Tito Leal Carneiro (conhecido como Saltinho), durante encontro realizado ontem de manhã com representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
A reunião aconteceu às margens da rodovia, em frente à empresa Café Cereja. Os moradores haviam ameaçado fechar a via caso o Ippul e o DER não estabelecessem prazos para realizar as melhorias reivindicadas. A instalação de uma faixa para travessia de pedestres é importante, segundo eles, para evitar o risco de acidentes.
A presidente do Grupo de Mulheres do conjunto, Benedita Francisca Cunha, lembra que a travessia é necessária para que os aproximadamente 3.500 moradores do bairro tenham acesso a alguns serviços, como posto de saúde e escola. Edson Cunha, do Conselho de Saúde da Região Sul (Consul), afirma que entre 200 e 300 estudantes atravessam a rodovia diariamente.
Sobre esta reivindicação, o diretor técnico do Ippul, Juan Carlos Monastério, explicou que está pronto o projeto de uma faixa para travessia de pedestres, a ser instalada em frente ao Café Cereja. A pintura da faixa, segundo ele, pode ser feita em apenas um dia, mas depende da autorização e colocação de sinalização do DER - já que a rodovia é de competência deste órgão.
O supervisor de estudos e projetos do DER, José Burigo Junior, garantiu que a sinalização (pintura de faixas e colocação de placas de aviso sobre a travessia de pedestres) será feita em 15 dias. Já sobre outra reivindicação dos moradores (abertura de um acesso à rodovia também em frente ao Café Cereja), ele diz ser tecnicamente inviável.
Burigo defendeu a idéia de abrir uma via em um loteamento dentro do bairro para chegar até o Posto Formigão, onde já existe um acesso para a rodovia. A via, de cerca de 200 metros, passaria atrás do Café Cereja. Ele afirmou que é preciso aproveitar o acesso já existente no posto, em vez de abrir um outro. ‘‘Quanto mais aberturas fazemos, maior o risco de acidentes’’, ressaltou.
O grupo do bairro não concordou e nem discordou da sugestão. Segundo Edson Cunha, a proposta será levada aos outros moradores para ser melhor analisada. No dia 19, às 10 horas, na sede do Ippul, os moradores e representantes do instituto e do DER farão nova reunião para discutir o caso. Monastério disse que o Ippul entrará em contato com o proprietário do loteamento para discutir a possibilidade de abertura da via.

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