Órgãos pesquisam e fiscalizam carga perigosa nas estradas
Marcos Zanatta
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e outros nove órgãos públicos participaram ontem, no posto da Polícia Rodoviária de Marialva (17 km de Maringá), de uma ação integrada de pesquisa e fiscalização do transporte de produtos perigosos. O trabalho, segundo o coordenador geral da Defesa Civil, coronel Luiz Antonio Borges Vieira, faz parte de um acordo entre os Estados que fazem parte do Codesul, de controle de transporte de produtos especiais.
Na região de Maringá, segundo dados preliminares, passam de 60 a 70 veículos com materiais de risco, principalmente inflamáveis. Até o meio da tarde de ontem, pelo menos 50 veículos já haviam passado pelo posto de Marialva. Vieira disse que a pesquisa vai medir o fluxo de produtos perigosos em cada trecho das rodovias do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Através deste levantamento, teremos condições de equipar grupos de socorro com material apropriado, informou.
Ele explicou que cada tipo de produto requer uma ação no caso de acidente e a pesquisa vai orientar que material mais transita em cada região. Outra orientação repassada para motoristas e empresas de transporte é sobre a obrigatoriedade do porte da ficha de emergência e de plaquetas nos veículos. As plaquetas identificam o tipo de produto e a ficha traz orientações de como proceder para evitar contaminação de pessoas e do meio ambiente em caso de acidente.
Segundo Vieira, existem nove classes de risco e mais de 3 mil produtos considerados perigosos transportados pelas estradas de todo o país. Acidentes com material de risco sempre trazem problemas que atingem um grande número de pessoas. Vamos trabalhar para evitar transtornos maiores.





