O diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER), Amauri Cavalcanti, informa que não existe previsão para a retirada ou substituição das lombadas por outros equipamentos. ''Essas lombadas foram instaladas em governos anteriores e provavelmente foram implantadas por solicitação da comunidade'', conta. Ele diz que a retirada imediata poderia provocar acidentes.
Em Jataizinho (Norte), na BR-369, uma lombada foi implantada a pedido de moradores depois que um acidente resultou na morte de duas pessoas, em maio de 2009.
Segundo informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), não existe um cadastro dos quebra-molas existentes no Brasil, mas aproximadamente 50% deles são colocados de forma irregular e sem autorização.
A assessoria de imprensa do Dnit informa que as lombadas físicas devem seguir o padrão previsto pelo Conselho Nacional de Trânsito e que as lombadas possuem diferentes formatos, provavelmente por causa da sua colocação irregular e sem autorização.
Questionado sobre a possível substituição de lombadas por semáforos, passarelas e rotatórias, a assessoria do Dnit afirma que o órgão já executa o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade (PNCV). O programa prevê a instalação de 2.696 equipamentos nas rodovias federais, que vão monitorar 5.392 faixas pelo prazo de cinco anos. Durante este período, o governo federal investirá R$ 773,3 milhões, com recursos previstos no PAC.
Ainda de acordo com a assessoria, no Paraná serão instalados 72 equipamentos eletrônicos para monitoramento de velocidade. Desses, 18 serão barreiras eletrônicas, 39 radares fixos e 15 de avanço de sinal. Não há prazo definido para a instalação. Já o DER informa que não realizou o levantamento de quantas lombadas existem nas rodovias que administra.(V.O.)

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