Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria Estadual de Saúde vão analisar, a partir da próxima semana, o impacto dos resíduos de chumbo na população de Adrianópolis. O superintendente do Ibama no Paraná, Luiz Nunes Melo, disse que o instituto quer apurar as responsabilidades da contaminação e não descarta a possibilidade de aplicar multa e sanções ao responsável.
Os rejeitos de chumbo estão depositados ao lado do Rio Ribeira. O rio apresenta quase 54 vezes mais rejeitos do que o tolerado pela Organização Mundial de Saúde. A informação consta na tese orientada pelo professor do departamento de biologia celular da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro. A pesquisa durou dois anos e revelou índice de pelo menos 860 partes por milhão (ppm) nas águas do rio, enquanto o normal é 16 ppm.
O trabalho resultou também na confirmação de que os peixes do rio estão contaminados. Segundo o biólogo, os efeitos para a população são nocivos e acontecem principalmente pela ingestão de água e alimentos contaminados. Anemia, aborto, deficiência no aprendizado, deficiência no crescimento e efeitos como retardamento mental são apenas alguns dos sintomas causados pelo excesso de chumbo no organismo, conforme explica o professor. A longo prazo, o metal é absorvido pela corrente sanguínea. (K.M.)

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