Curitiba - Na Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi instituída em março uma diretoria de saneamento cuja principal função é fazer um levantamento da situação da rede de coleta e tratamento de esgoto na cidade. "Teremos os dados consolidados em março de 2009", adianta Andreguetto. Já a Sanepar informa que está trabalhando em todo o Paraná para consolidar os dados da área em um banco de dados. "Existe uma contradição de informações", diz Maria Arlete Rosa, da Divisão de Meio Ambiente e Ação Social da empresa. "Estamos tentando montar uma base comum de dados", completa.
Segundo Arlete, o problema de saneamento na região da Bacia do Barigüi é o passivo. "Há muitas ligações irregulares nas redes antigas. Às vezes o morador nem sabe que o esgoto está ligado à rede pluvial", conta. O principal indício, ensina Arlete, é quando, durante chuvas muito intensas, o esgoto da edificação transborda. "O refluxo é um sinal de que a ligação é incorreta", alerta.
Outra forma de descobrir se a ligação é regular é solicitar à Sanepar ou à prefeitura uma vistoria. "Caso seja verificado que há problema no esgoto o morador é notificado", informa. Segundo Andreguetto, nas vistorias realizadas pela prefeitura, o proprietário que não faz a correção até a terceira visita, cerca de 90 dias após a notificação, pode ser multado em, no mínimo, R$ 400. "O valor depende do porte da edificação", avisa.
O custo da obra de regularização não é necessariamente alto. "Depende muito da construção. As vezes é preciso escavar uma área com calçada, por exemplo", diz Arlete. Em alguns casos, a Sanepar pode até realizar a ligação para o morador e incluir o valor do serviço na fatura. No caso de quem já é beneficiário do programa Tarifa Social, a regularização do esgoto pode, inclusive, sair de graça. (R.C.F.)

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