Apesar de não ter um escritório de Defensoria Pública, Londrina conta com o trabalho de uma advogada da institução, que atende apenas adolescentes infratores. A advogada Miriam Beluco atua no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) e na Vara de Justiça da Infância e Juventude. ''Estamos lutando para ter uma sala própria para fazer o atendimento'', diz. O Ciaadi abriga atualmente 48 menores infratores e deveria receber outros 12 ainda ontem.
A chefe da Defensoria Pública do Estado, Silvia Cristina Xavier, disse que a instituição já chegou a quatro cidades do interior (Carambeí, Dois Vizinhos, Quatro Barras e Umuarama) através de uma parceria com os municípios. A administração municipal é responsável pelo pagamento do advogado, psicólogo e assistente social e da montagem da estrutura e a Defensoria oferece o treinamento e apoio para o funcionamento. Segundo Silvia, cerca de 90% dos processos em trâmite na varas criminais de Curitiba são da Defensoria Pública.
O procurador jurídico de Londrina, Carlos Roberto Scalassara, disse ontem que a proposta do Estado para implantação da Defensoria era de repassar parte do salário para contratação de três advogados. ''De outra forma é inviável'', afirma. Ele disse ainda que não tem conhecimento da parceria nos moldes das outras cidades do interior.

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