A Polícia Civil começou a ouvir ontem os organizadores das provas de racha do Autódromo de Londrina. No final de semana, Saulo Moisés Miranda Ortiz, 19 anos, foi morto com uma facada durante o evento.
Segundo a polícia, o principal suspeito do crime, que resultou em quatro pessoas feridas, é um dos seguranças ainda não identificado. O delegado Édimo José Ermenegildo, responsável pelo 4º Distrito Policial, tomou ontem depoimento de Anderson Afonso dos Santos, mas pouca coisa foi esclarecida.
A polícia espera que o depoimento de hoje, do organizador Diógenes Bravo, possa trazer maiores informações. ''Precisamos da lista dos seguranças para que possamos avançar nas investigações'', afirma o delegado. Ele ainda não sabe se os organizadores serão responsabilizados criminalmente. ''Ainda é prematuro afirmar isso'', disse.
Localizado pela reportagem, Bravo afirmou que de 10 a 15 seguranças trabalharam no evento mas que o serviço é terceirizado. Segundo ele, o incidente teria ocorrido depois do fim da prova. ''Estou chocado com o que aconteceu'', disse.
Por enquanto, as provas de racha estão suspensas. A Fundação de Esportes de Londrina (FEL), que loca o espaço, também está investigando o caso. A comissão da fundação reúne-se nos próximos dias para discutir a renovação do contrato que deveria ser renovado neste mês.

mockup