Londrina- Para a presidente da oscip SOS Vida Animal, Ana Maria D’Alexandre Mendonça, a resolução até demorou para ser publicada. "Nós costumamos ver os animais expostos em gaiolas próximas a vitrines, sofrendo com o calor. Nos fins de semana eles ficam trancados. Muitos proprietários desses estabelecimentos afirmam que levam para casa, mas eu não acredito. É possível escutar os animais chorando do lado de fora", argumentou.
Ela afirmou que é contra essa exposição desnecessária dos animais. "A gente vê cada coisa que é de chorar. Muitos pet shops deixam as matrizes de reprodução em situação de tristeza depois de vários anos como reprodutoras. Algumas delas são abandonadas nas ruas", denunciou.
Sobre a obrigatoriedade de vacinação e do registro do controle de doenças assinado por um responsável técnico, ela afirmou que é uma boa. "Muitos pet shops em Londrina abusam e vendem filhotes com garantia de 10 dias contra doenças, mas muitos vírus ficam incubados e os sintomas das doenças se manifestam posteriormente. A exigência desse controle de doenças e a assinatura dos responsáveis técnicos pode garantir a responsabilidade deles e pode garantir a erradicação de várias doenças, entre elas está a raiva", comemorou. Ela ressalvou, no entanto, que é importante que a fiscalização seja rigorosa.
A empresária Silvana Chinezi é presidente do Projeto Sete Vidas, uma ONG de proteção animal felina. Para ela, a resolução é uma "vitória para qualquer protetor independente de animais". "Nós somos contra a comercialização de animais em pet shops, mantidos em gaiolas. A matriz sofre demais, pois nunca deixa de reproduzir e quando cessa esse ciclo ela é descartada. Os pet shops contribuem para isso porque deixam presos esses animais por 24 horas em situações estressantes e sujeitos a serem contaminados por doenças de um outro animal", criticou.(V.O.)

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