Curitiba - Para Luiz Herlain, membro da Central de Movimento Popular, a reintegração de posse da área foi realizada com negligência pelas autoridades. Segundo ele, a área tomada pelos sem-teto não cumpria sua função social, por isso a legitimidade da invasão. "Isso acontece porque falta habitação em Curitiba", criticou.
Coordenadora da União Nacional de Moradia Popular (UNMP), Maria das Graças Silva de Souza, defendeu como solução para o impasse a realocação dessas 1,5 mil famílias. "Não basta despejar, é preciso arrumar outro lugar para essas famílias viverem", afirmou ela, que disse estar aguardando um pronunciamento do município.
Por meio da assessoria de imprensa, a Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT) informou que não tem como realocar as famílias sem que estas atendam as normas estabelecidas para atendimento: uma delas é estarem cadastradas junto ao órgão para serem beneficiadas em algum dos programas habitacionais. Há, atualmente, cerca de 59,6 mil famílias na fila.
Ainda de acordo com a assessoria, a partir do levantamento feito na ocupação no Fazendinha pelo oficial de Justiça, a Cohab constatou que, das 117 famílias que estavam na área na ocasião, 48 já haviam sido atendidas com imóveis, 42 tiveram sua inscrição excluída por não renovarem o cadastro (o que deve ser feito anualmente) e 23 ainda estão com a inscrição ativa. Sem precisar números, a Cohab informou que havia famílias que moram na Vila Sandra (loteamento vizinho à invasão do Fazendinha) - área ocupada na década de 80 e que está em processo de regularização fundiária.(T.A./Colaborou Andréa Lombardo)

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