Organização e rigor marcam vestibular da UEL
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Policiais Militares e agentes de trânsito em todos os acessos à Universidade Estadual de Londrina (UEL) davam pistas, ontem, da organização e rigor que os estudantes encontraram durante as provas do vestibular 2006. No campus, só transitavam entre os prédios os vestibulandos e as pessoas identificadas com crachás do concurso. ''Temos que manter essa estrutura para garantir tranquilidade aos alunos. Muitos chegam nervosos e precisam de segurança para se acalmar'', explica o coordenador do vestibular da UEL, Silvano da Costa.
''E olha que tem sido rigoroso mesmo. Eu, por exemplo, tenho que esperar um fiscal trazer meu filho, porque eu não posso entrar lá, mesmo quando ele terminar. Os remédios dele eu mandei antes da prova começar'', resignava-se Marli Trolezi, mãe de Rodrigo, candidato a uma vaga no curso de Medicina Veterinária, que há 15 dias se submeteu a uma cirurgia para colocação de pinos no pé.
Ao todo, trabalharam nesta edição do vestibular da UEL cerca de 1.200 pessoas, segundo o coordenador do concurso. Deste total, 560 são estudantes da universidade e 569, funcionários. ''Para os fiscais de sala está sendo pago R$ 60 por dia. É um dinheiro interessante e importante para muitos deles'', afirma Costa. Todas as questões das provas foram elaboradas por professores da própria UEL. ''Que eu saiba, hoje (ontem), tivemos apenas um problema em um teste da prova de física, que tinha duas alternativas iguais'', destacou.
Uma hora e meia depois do início da prova, os primeiros candidatos começaram a sair das salas. O estudante José Flávio Xavier, de 17 anos, não parecia preocupado com o resultado final. ''Não achei as provas difíceis, mas eu já estava cansado. Já fui aprovado em outro curso, então para mim tanto faz''. Ele tentou uma vaga para o curso de História.
A candidata ao curso de Educação Física, Natalia Hilário, de 20 anos, mal saiu da prova e já encontrou uma sombra para corrigir os testes de domingo. ''Ontem (domingo) a prova foi fácil, mas hoje estava difícil. Principalmente Biologia''. Ela é de São Carlos (SP) e gostou bastante de Londrina. ''A cidade é linda, espero voltar para a matrícula''.
Já a londrinense, Caroline Dellatorre, de 17 anos, ainda vai enfrentar mais um dia de avaliação. ''Estou prestando Educação Artística. Amanhã, tenho prova de desenho o dia inteiro. Acho até meio cansativo''.
Junto dela, outros 675 alunos, candidatos aos curso de Design Gráfico, Design de Moda, Música, Educação Artística e Arquitetura, fazem as provas de Habilidade Específica durante os perídos da manhã e tarde de hoje. ''As estruturas da PM e da CMTU, além da segurança do campus, serão mantidas'', assegura Silvano Costa.
Ontem, mais dez pessoas deixaram de comparecer às provas, totalizando 677 candidatos faltosos. O índice de ausentes chegou a 5,99%.


