Organismo hidratado é fundamental, diz médico
Érika Pelegrino
De Londrina
Respirar não é tarefa simples quando o ar apresenta índices de umidade relativa abaixo dos 30%. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, independente da faixa etária, sofrem com a ausência de chuva.
O diretor-clínico do Hospital Infantil de Londrina, Álvaro Oliveira, afirma que a umidade relativa do ar tem sido crítica para as vias respiratórias. Para que as vias aéreas superiores não sejam prejudicadas, o ar precisa apresentar uma umidade relativa de 60%, de acordo com Oliveira.
A situação se agrava, segundo ele, porque além de seco, respiramos um ar empoeirado em decorrência das queimadas. Oliveira explica que as crianças, principalmente, acabam respirando pela boca e com isto aspiram um ar ainda mais seco, pois não é aquecido e umedecido pelas mucosas do nariz.
O resultado são brônquios e faringe irritados, provocando tosses seguidas e desconforto para dormir. Os riscos de pneumonia aumentam e pessoas que sofrem de asma brônquica também passam a ter crises mais frenquentes. Até crianças que não possuem nenhum problema respiratório podem necessitar de inalação.
Todos estes problemas acabam aumentando em até 30% os atendimentos nos hospitais de Londrina. O diretor-clínico do Hospital Infantil alerta os pais sobre a necessidade de estarem mais atentos aos cuidados com as crianças. Hidratação é fundamental.
Oliveira lembra que o líquido é importante por hidratar a mucosa e deixar a secreção interna dos brônquios fluidificadas. Outro cuidado, que embora não resolva o problema pode amenizar os efeitos do clima seco, é umedecer o quarto durante a noite. Bacias com água, panos úmidos nas janelas, podem ser utilizados com este objetivo.





