A popularização do celular e os vários recursos de comunicação via internet estão transformando os telefones públicos em aparelhos quase obsoletos. Porém, os velhos e bons orelhões ainda continuam salvando muita gente de apuros. Os equipamentos ainda são prestigiados por usuários que não abrem mão deles na hora de conversar com familiares e até para resolver questões profissionais.
''Eu tenho celular, mas não abro mão do orelhão'', enfatiza a cabeleireira Adair Carvalho de Sá. Moradora do Jardim União da Vitória (Zona Sul de Londrina), ela diz que prefere usar o telefone público por achar que as ligações ficam mais baratas. ''Os créditos de celular são muito caros. Por isso, uso o orelhão todos os dias para conversar com a minha família que mora em Ibiporã. Chego a consumir oito cartões com 40 unidades por mês'', afirma.
Além do contato com a família, Adair diz que o orelhão localizado em frente ao seu salão de beleza acaba servindo para tratar assuntos profissionais e ainda serve de canal de comunicação para moradores do bairro. ''Esse orelhão recebe chamada o dia inteiro. Quando não é cliente querendo marcar horário no salão é alguém querendo deixar recado para algum vizinho'', conta a cabeleireira.

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