Ordenação de diáconos leva milhares ao Moringão
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domingo, 18 de setembro de 2005
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Cerca de quatro mil pessoas assistiram ontem a ordenação de 24 diáconos permanentes, no Ginásio de Esportes Moringão, em Londrina. A cerimônia foi presidida pelo arcebispo metropolitano da Arquidiocese Dom Albano Cavallin, acompanhado pelo bispo-auxiliar Dom José Lanza e vários padres da região.
Na hierarquia da Igreja Católica, o diácono é o terceiro na ordem de importância após o padre e o bispo. Na prática, ele exerce praticamente as mesmas funções do padre e assim como este é subordinado ao bispo. O diácono é impedido apenas de ouvir confissões e rezar missas. Ele pode realizar, casamentos, batismos, extrema-unções, ministrar a eucaristia entre outras atividades eclesiais.
Historicamente, os diáconos são exlusivamente homens casados ou solteiros que trabalham pela caridade, evangelização e liturgia em comunidades carentes. Segundo o frei Fabiano Zanatta, coordenador da Escola Diaconal de Londrina, o aluno casado deve ter, no mínimo, 35 anos de idade, e o solteiro, 25 anos com obrigação do celibato (não pode casar-se). O curso dura quatro anos ou 1.000 horas/aula e abre inscrições a cada três anos para, no máximo, 35 pessoas, que normalmente são convidadas pelos padres.
Entre os futuros diáconos estava o advogado Élio Casagrande, 60 anos, que foi seminarista dos 11 aos 22 anos de idade. Casado há 34 anos, ele é pai de seis filhos e avô de sete crianças. ''Sempre estive ligado à Igreja em movimento de jovens, cursos de formação e ministério da Eucaristia. Hoje sou juiz adjunto do tribunal eclesiástico e trabalho no projeto de igrejas irmãs. O diaconato é o segundo chamado que Deus me faz e, desta vez, pretendo atendê-lo com mais dedicação'', disse Casagrande.
O administrador de empresas Sirineu Pedrazani, 55 anos, lembra que a vontade da mãe é que ele fosse padre, mas a vocação para o casamento falou mais alto. Depois de passar a vida conciliando o trabalho e a participação nas pastorais sociais, Pedrazani pretende aposentar-se para cumprir com as novas responsabilidades. ''Estou tão feliz e nervo quanto no dia do meu casamento'', confessou.
Na opinião do arcebispo e de Frei Fabiano, nossa cidade precisa mais de diáconos do que padres. O envolvimento social que os diaconos possuem e a quantidade de famílias carentes justifica esse ponto de vista. Atualmente, Londrina possui 22 diáconos atuantes que trabalham sempre em sintonia com os padres.


