Se depender dos recursos previstos no Orçamento da União para 2001, as obras de conservação e asfaltamento da Estrada da Ribeira (BR-476), entre Adrianópolis a Bocaiúva do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), podem para mais uma vez. A continuidade das obras no trecho de 92 quilômetros entre as duas localidades necessita ainda de R$ 15 a R$ 20 milhões. Esse foi o valor calculado pelo empresário Joel Malucelli, diretor da empresa responsável pela obra. ‘‘Com menos recursos não teremos condições de prosseguir por causa do custo administrativo’’, afirmou.
O valor aprovado pela relatoria do Orçamento, em Brasília, está bem abaixo dos recursos pretendidos pela empreiteira. Apesar de a emenda coletiva da bancada paranaense sugerir R$ 40 milhões, a obra pode receber apenas R$ 6 milhões. Desse montante, o governo federal ainda iria liberar, inicialmente, somente R$ 2 milhões, valor que na avaliação do empresário inviabiliza a continuidade da obra.
O deputado federal Luciano Pizzatto (PFL/PR) acredita que o valor a ser aprovado pode pode chegar a R$ 10 milhões. A expectativa do parlamentar é que a rodovia seja concluída em três ou quatro anos. Como a obra tem previsão para acabar em agosto de 2002, Piazzatto acredita que o contrato terá uma prorrogação de pelo menos um ano e meio. A empresa de Malucelli assumiu a obra por um custo de R$ 2,9 milhões.
Desde o início das obras, em agosto deste ano, foram pavimentados três quilômetros e até fevereiro estará concluído o trecho de 12 quilômetros inicialmente previsto. O diretor geral do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens do Paraná (DNER), João Alberto Sautchuk, afirmou que os recursos são encaminhados conforme os trechos são concluídos. ‘‘Tenho certeza que a obra não terá nenhuma paralisação’’, disse Sautchuk.
O Conselho para o Desenvolvimento do Vale do Ribeira, criado em 1984 e que reúne autoridades, empresários e lideranças comunitárias da região do Vale da Ribeira, fará pressão para que os recursos cheguem. ‘‘Esperamos pelo apoio do governo do Estado e dos deputados para as obras continuarem e alavancarem o desenvolvimento dessa região’’, disse o empresário Joião Batista Correra, presidente do Conselho.

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