O projeto de Lei Orçamentária de 1998 para Curitiba prevê receita e despesa de R$ 1,35 bilhão, valor 10,66% maior em relação ao orçamento deste ano (de R$ 1,22 bilhão). O projeto, entregue anteontem à Câmara dos Vereadores pelo prefeito Cassio Taniguchi (PFL), destina R$ 790 milhões para a administração direta e R$ 560 milhões para a administração indireta.
Além da previsão orçamentária, o prefeito entregou à Câmara o Plano Plurianual 1998-2001, com as diretrizes, objetivos e metas das administrações para os três próximos anos desta gestão e para o primeiro ano da próxima. Os vereadores devem analisar e votar as propostas até o final deste ano, para que passem a vigorar a partir do dia 1º de janeiro de 1998.
A secretaria que receberá o maior volume de recursos será a de Obras Públicas, com R$ 155 milhões. A de Indústria e Comércio é a que terá menos recursos, com R$ 2,48 milhões. Para as despesas com pessoal (das administrações direta e indireta), a proposta orçamentária prevê a aplicação de 50,01% das receitas próprias da prefeitura - equivalente a R$ 354 milhões.
A proposta orçamentária traz também o montante da dívida da prefeitura, que é de R$ 258.762.000,00 (atualizada até o último dia 30 de junho). ‘‘Esse número confirma que a dívida deixada pelo ex-prefeito Rafael Greca (PFL) não era só de R$ 40 milhões, como diziam na época, mas sete ou oito vezes mais’’, observa o vereador Jorge Samek (PT).
No orçamento previsto para o próximo ano, o aumento previsto para a administração direta (de R$ 750 milhões para R$ 790 milhões) projeta somente a correção da inflação deste ano. Não há, previsão de elevação das receitas.

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