Orçamento de 2006 prevê criação de mais leitos
O diretor-superintendente do HU, Francisco Eugênio, concordou com o Ministério Público de que a superlotação nos leitos de alta complexidade para recém-nascidos neonatal é crônico e antigo. Mas, segundo o médico, o que cabia ao HU fazer foi feito.
''Por conta própria e com recursos próprios, elaboramos um projeto de ampliação e enviamos a Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério Público. Se será possível executá-lo, caberá aos técnicos da Saúde avaliar'', afirmou. Como estava fora do HU, Eugênio não soube precisar quantos leitos a mais o projeto previa. Ele lembrou que embora o hospital venha recebendo investimentos do Estado, como a construção de uma ala para queimados, não houve resposta a esse pedido de ampliação até o momento. Ele espera que a obra seja incluída no orçamento do ano que vem.
A assessoria da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) informou que o projeto não foi viabilizado até o momento por não haver espaço físico nem recursos humandos disponíveis. O orçamento de 2006, segundo o Estado, prevê a instalação de mais leitos no HU, dentre eles de UTI. A Sesa argumentou que no final do ano passado assumiu os custos de sete leitos de UTI/UCI no Hospital Infantil (HI) e considerou que a medida deu um fôlego extra para a demanda. O Ministério Público confirmou que a medida foi benéfica mas até certo ponto. O problema não foi resolvido porque, segundo a Promotoria, o HI atende também os convênios médicos e não somente usuários do sistema público. (L.A.)





