Orçada em R$ 120 mil, reforma de praça fica para ano que vem
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Londrina Após receber obras emergenciais, a Praça Tomi Nakagawa, na área central de Londrina, abrigou no fim de semana passado a segunda edição da Japan Fest Cultural, promovida pela Aliança Cultural Brasil-Japão. O espaço, construído justamente para homenagear os imigrantes japoneses que ajudaram a construir a história da cidade, recebeu uma maquiagem para sediar o evento. No entanto, a situação da área ainda é crítica e o investimento necessário para colocar ordem na casa é alto.
Nos dias antes da festa, funcionários da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pintaram os monumentos, fizeram uma limpeza no espelho dágua e substituíram lâmpadas danificadas por vândalos. A estimativa da Secretaria Municipal de Obras, porém, é que o investimento necessário para reformar a praça gire em torno de R$ 120 mil. O secretário de Obas, Sandro Nóbrega, informou que o município ainda não tem dotação orçamentária para a obra e que estuda meios de conseguir o recurso. Mesmo que a quantia seja arrecadada, como o processo licitatório tem prazo mínimo de 120 dias, a obra final da praça só deve ser entregue no ano que vem.
De acordo com o vereador Roberto Kanashiro (PSDB), as obras pontuais transcorreram a contento para a realização do festival da cultura japonesa, porém ele destacou que a medida ainda está longe do ideal. Na tarde de segunda-feira, a reportagem flagrou bancos destruídos, fiação exposta, uma lixeira quebrada, além de lixo acumulado na praça. "Temos que substituir alguns elementos destruídos. Os mármores finos se mostraram frágeis diante do vandalismo. Em uma segunda etapa, a praça deve ganhar novos bancos e itens mais robustos", adiantou o vereador. Nóbrega confirmou mais uma reforma ainda este ano. "Faremos adequações e novas pinturas, mas a substituição do granito, só na terceira etapa."
A praça foi inaugurada no dia 22 de junho de 2008, em comemoração ao centenário da imigração japonesa no Brasil. O investimento foi R$ 2,5 milhões. Para coibir o vandalismo, o secretário de Defesa Social, Rubens Guimarães, informou que mais uma câmera foi instalada na praça. "Com duas câmeras temos maior controle do local e, quando percebemos alguma alteração, enviamos uma equipe da Guarda Municipal para conferir", explicou. O ideal seria que a presença dos guardas municipais fosse reforçada, porém a falta de efetivo compromete o trabalho.
Kanashiro também informou que lideranças da colônia japonesa pretendem desenvolver atividades frequentes no espaço. "O único jeito de impedir o vandalismo é fazer com que o povo frequente a praça."


