A maioria das pessoas ouvidas pela reportagem afirma que faltam informações na hora de adquirir os medicamentos. Para o lavrador José Dionísio Guerra as farmácias não colocam cartazes ou algum meio de informar sobre as diferenças. ''Quando uma pessoa compra o medicamento precisa saber o que está levando, pois a saúde é coisa séria'', destaca.
Ele relata que evita comprar medicamentos similares por desconhecer a eficácia desses produtos. Guerra afirma que geralmente segue o que foi prescrito pelos médicos porque acredita que os medicamentos de referência são mais confiáveis.
A servidora pública Laurinda Roque afirma que ainda não sabe a diferença no quesito qualidade. Ela conta que opta por comprar genéricos, pois sabe que é mais barato que o de referência. ''Se há um medicamento genérico para substituir o de referência, opto pelo mais barato e os de marca eu compro somente quando tenho dinheiro'', relata.
Essa constatação também chegou aos que trabalham diretamente com a saúde das pessoas. O enfermeiro Luiz Toshio Ueda observa que a questão financeira tem sido o ponto levado em conta pela população durante a aquisição de um medicamento. ''A maioria das pessoas escolhe os medicamentos primeiro pelo preço e em segundo lugar pela orientação do médico'', relata.
O enfermeiro diz que opta por medicamentos indicados pelos médicos, de preferência por aqueles de fabricação comercial mais conhecidos. Ele afirma também que há uma outra opção, que são aqueles medicamentos de farmácias de manipulação que possuem um custo muito mais acessível. (V.O.)

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