Lúcio Horta
De Londrina
A oposição já tem os votos necessários para abrir a Comissão Processante que pode cassar o mandato do prefeito Antonio Belinati (PFL). Dos 21 vereadores, 11 declararam votar favoravelmente à proposta. O número, suficiente para aprovar o requerimento que será apresentado hoje à Câmara, pode ainda ser engrossado por outros nomes que ainda fazem parte do grupo de sustentação do prefeito no Legislativo.
Entre os partidos de oposição, que decidiram na quinta-feira passada fechar questão sobre o assunto, apenas Célio Guergoletto (PMDB) disse não ter o voto definido. ‘‘Vou votar pela clareza do pedido e não pela orientação do partido’’, afirmou.
Todos os outros vereadores de partidos de oposição garantiram que vão seguir a orientação das siglas: Osvaldo Bergamin e Elza Correa, do PMDB; Tercílio Turini, Carlos Kita, Beto Scaff e Roberto Kanashiro, do PSBD; Valdemir de Araújo (PMN); e Orlando Soares (PDT).
O time ainda deverá ser reforçado por Jorge Scaff e Alvair Avelino de Souza, ambos do PSB; e Luiz Carlos Tamarozzi (PTB). ‘‘É uma oportunidade de saber realmente o que se passa na administração da cidade. O prefeito deve esclarecimentos a nós e à sociedade’’, disse Jorge Scaff.
Salvador Francisco (PSB), integrante da Comissão Especial de Inquérito que apura as irregularidades na Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) e Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), não quis abrir o voto. Mas a presença dele na reunião das entidades que estão propondo o requerimento à Câmara – realizada ontem à noite, na sede da OAB – foi considerado um forte indício de que o voto dele também está definido. Neste caso, seriam 12 os votos garantidos para o pedido de abertura da Comissão Processante.
Os demais vereadores, todos ligados ao prefeito Antonio Belinati, repetem o mesmo discurso: dizem que primeiro vão conhecer o teor do requerimento a ser apresentado na sessão de hoje pelas entidades para depois decidir se votam contra ou a favor.
‘‘Não sei o que está se propondo então não dá para adiantar. Tenho primeiro que ter o pedido em mãos. Se tudo for bem fundamentado, não haverá problemas’’, garantiu Antenor Ribeiro, presidente da Comissão de Justiça da Câmara – que dará o parecer sobre a ‘‘legalidade e constitucionalidade’’ do requerimento. ‘‘Não quero ser incoerente nem precipitado. Só vou me decidir depois do parecer da Comissão de Justiça’’, completou Sidney de Souza (PST).

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