Curitiba - Apesar do processo licitatório para a execução do projeto do metrô já estar em andamento, a bancada de oposição da Câmara ainda tenta reverter a situação para anulá-lo. ‘‘É um absurdo que um projeto dessa envergadura não tenha vindo para a Câmara, onde estão os representantes da população’’, reclamou a vereadora Clair da Flora Martins (PT), organizadora do seminário, realizado ontem. Tanto a vereadora quanto a bancada de oposição ajuizaram na Justiça duas ações populares, solicitando a anulação do edital para a elaboração do projeto da obra.
Segundo o vereador Jorge Bernardi (PDT), uma das ações populares, a que tramita na 3ª Vara da Fazenda Pública, com sede em Curitiba, considera que o edital está direcionado para beneficiar um dos consórcios participantes. ‘‘O edital exige que a empresa conte com um técnico que tenha participado de propostas semelhantes financiado por um agente multilateral de crédito. Quer dizer, nós temos mais de 50 empresas no Brasil que poderiam participar dessa licitação, mas quem é que vai se enquadrar nesse item tão específico?’’, voltou a questionar o vereador.
O edital também chamou a atenção do engenheiro civil e ex-presidente do metrô no Rio de Janeiro em duas gestões Arnaldo Mourthé. Ele conta que estranhou que os prazos para a definição de determinadas questões, sobretudo a tecnologia que deveria ser adotada e as dificuldades operacionais tivessem ‘‘prazos tão curtos’’ para serem estabelecidas.
As duas concorrentes no processo licitatório do projeto do metrô –o consórcio TCBR-Vega-Dalcon e a Concremat– tiveram as propostas técnicas aprovadas pela comissão de licitação, que concluiu os trabalhos dessa segunda etapa, na terça-feira. (M.G.)

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