Oposição quer plebiscito para metrô
Maigue Gueths
O vereador Jorge Samek (PT-PR) está propondo a realização de um plebiscito para que a população de Curitiba possa escolher um modelo de transporte coletivo para a cidade. Samek afirma que não tem nada contra o projeto da prefeitura de construção do metrô elevado, mas devido a seus altos custos e às dificuldades de endividamento dos governos federal, estadual e municipal, ele propõe uma segunda alternativa, a qual chama de Plano B.
O metrô é uma modalidade eficiente e moderna e nosso projeto não quer simplesmente colocá-lo de lado. O que queremos é que seja estudada e discutida mais uma alternativa ou até mesmo outras que aparecerem. O principal argumento a favor do Plano B é seu custo. Só a primeira fase de implantação do metrô consumiria R$ 695,5 milhões, enquanto que os gastos totais com o Plano B estão estimados em R$ 60 milhões. Para Samek, nem o governo federal nem o estadual terão como apoiar o projeto da prefeitura. Eles não vão ter como dar a contrapartida de 60% em fundo perdido no projeto de US$ 810 milhões.
O projeto do vereador é simples. Prevê o estabelecimento de um corredor de transporte, no mesmo trajeto definido para o metrô e pelo projeto BR-Cidade, que é um dos programas estratégicos da atual gestão municipal. A diferença é que, ao invés de usar o metrô, o transporte seria feito em bi-articulados e ligeirinhos, por meio de vias exclusivas. Além de não precisar de dinheiro emprestado e de usar a tecnologia local já existente, as pistas para o novo transporte já estão praticamente prontas, diz.
Em seu projeto, os ônibus passariam pela pista lateral da BR-116, que já existe, do trevo do Atuba até a Ceasa, no Pinheirinho, passando pela Wenceslau Braz (onde hoje existe o Circular Sul) até o terminal do Portão, para seguir ao lado dos trilhos de ferro, onde era a Ferrovila. Daí seguiria até atrás da Rodoferroviária e seguiria margeando os trilhos até chegar, novamente, à BR-116, no Atuba. Os R$ 60 milhões previstos seriam gastos com a construção de estações tubo, adaptação do asfalto e a construção de um terminal de integração na rodovia. Samek calcula a necessidade de cerca de 60 veículos, entre bi-articulados e ligeirinhos para fazer o transporte.
Segundo Samek, seu projeto está sendo desenvolvido por técnicos da área e vem recebendo boa aceitação entre os vereadores. A idéia de se fazer um plebiscito está baseada na Lei Orgânica do Município, que prevê este mecanismo, caso a maioria absoluta dos veredores decida por este caminho, em casos de obras e serviços de grande vulto.





