Leandro Donatti
De Curitiba
Os deputados estaduais que assinaram a instalação de uma CPI para apurar os contratos firmados entre o governo e as concessionárias das rodovias do Anel de Integração promovem a partir das 9h30 de hoje ato de solidariedade ao líder Nélio Botelho, coordenador do Movimento União Brasil Caminhoneiro. O ato será em frente ao Posto Locatelli, na região de Ponta Grossa. Nas demais praças de pedágio, a oposição fará panfletagem criticando o aumento diferenciado.
‘‘Pela anulação dos contratos, CPI já!’’ é o mote do panfleto preparado pela oposição para atacar o governo de Jaime Lerner (PFL). A oposição alega que o reajuste vai provocar crise na agropecuária e que houve ainda superfaturamento nas obras, o que empurrou o preço das tarifas para cima. ‘‘O governo tenta mascarar os números’’, acusou o líder da bancada do PMDB, Nereu Moura. ‘‘A Justiça não aumenta nada como tenta argumentar o governo. O reajuste é fruto de um contrato endossado por Lerner’’, criticou o líder do bloco de oposição, deputado Irineu Colombo (PT).
A oposição aguarda a assinatura do governista Carlos Simões (PTB) para engrossar a lista pró-CPI. O deputado disse ontem que pode subescrever o requerimento, porém não deu garantias. Edgar Bueno (PDT) não mostrou entusiasmo com a promessa. ‘‘De agora em diante só aceitaremos o mínimo de três assinaturas. Caso contrário, a retirada de uma (assinatura) inviabiliza todo o processo’’, observou o parlamentar.
O líder do governo, Valdir Rossoni (PTB), usou a tribuna para contra-argumentar. Rossoni defende hoje, em plenário, a instalação de uma comissão especial para comparar o sistema do pedágio do Paraná com os em vigor no Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. ‘‘As tarifas do Paraná são as mais baratas do País’’, avaliou. Segundo o parlamentar, está em jogo o processo de industrialização do Estado.

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