Oposição do Sindicato da Saúde quer eleição este ano
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segunda-feira, 13 de julho de 1998
Célia Baroni 
Os trabalhadores em estabelecimentos de saúde de Londrina vão se reunir hoje em assembléia para decidir se convocam novas eleições para o sindicato ainda este ano. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde vive uma crise política que vem se arrastando desde 95, quando uma liminar movida pela chapa de oposição suspendeu as eleições no dia da votação.
Na última quinta-feira, a oposição apresentou à direção do sindicato, um abaixo-assinado com 203 assinaturas pedindo a realização das eleições ainda este ano. Desde 95, duas prorrogações de mandato garantiram a permanência da atual diretoria, cuja presidente é Ana Maria Cruz, no poder. Em 97 a justiça deu ganho de causa à diretoria do sindicato. Em assembléia realizada em setembro do ano passado, a categoria decidiu por nova prorrogação, adiando as eleições para 99.
Arquivo folhaContra-ataqueAna Maria Cruz: Oposição quer assumir o sindicato à forçaA auxiliar de enfermagem Sandra Soares de Mello, que está no grupo de oposição, conta que em 95 votou pela prorrogação do mandato até a decisão final da justiça. Mas quando saiu a decisão da justiça e a situação não empossou a chapa vitoriosa e não realizou novas eleições eu decidi romper , diz. Nas eleições de 95, Sandra de Mello era parte da chapa da situação.
Ela argumenta que o descontentamento da categoria com a atual administração está esvaziando o sindicato e prejudicando a categoria. Ela acusa ainda a diretoria do sindicato de estar usando da máquina do sindicato para continuar no poder. Somente novas eleições podem restabelecer a credibilidade do sindicato e unir a categoria novamente, defende.
A presidente do sindicato, Ana Maria da Cruz, se defende. A atual diretoria tem o apoio da categoria, tanto que nas eleições de 95 a chapa da situação recebeu praticamente o dobro de votos que a oposição, afirma. Para ela, uma eleição agora iria desestruturar ainda mais a entidade. A disputa na justiça e na imprensa não traz nada para a categoria. Os trabalhadores só perdem porque o sindicato fica absorvido com questões políticas quando deveria estar trabalhando pela categoria, defende.
Ela acusa a oposição de estar querendo assumir a entidade à força. Só este ano eles moveram cinco ações contra o sindicato. Perderam todas porque não havia subsídio para as acusações. Por que eles não fazem um trabalho sério com a base, incentivam a categoria a participar das assembléias e discussões e depois disputam as eleições?, questiona.
Ana Maria da Cruz acrescentou que a entidade vai manter a assembléia de hoje para que a categoria tenha a oportunidade de ser ouvida novamente. Estamos divulgando a assembléia e insistindo para que compareçam. Quem sabe assim a oposição pára de atrapalhar e deixa a gente trabalhar pelo bem da categoria, diz.


