As eleições para o Sindicato da Polícia Civil de Londrina (Sindipol) e região promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Duas chapas concorrem ao pleito, a ‘Policial unido jamais será vencido’, da oposição, e a ‘Renovação’, da situação. Na edição de hoje, a Folha publica as propostas da chapa da oposição, encabeçada por Tânia Aparecida de Oliveira. As propostas da chapa da situação, encabeçada por Antonio Carlos Ramos Pereira, serão publicadas na edição de amanhã.
‘‘Vamos trabalhar para que o policial civil seja respeitado, partindo da realidade de que o órgão está sucateado e precisa se erguer, mostrando seus valores junto à população. Nossa intenção é iniciar esta luta pela nossa região e atingir todo o Paranᒒ, afirmou Tânia de Oliveira.
A eleição está prevista para dia 29 próximo, das 9 às 15 horas, abrangendo policiais de 53 municípios das Subdivisões Policiais de Apucarana, Cornélio Procópio e Londrina. Em Apucarana e Cornélio, as urnas ficarão instaladas nas subdivisionais. E em Londrina, a urna será instalada na sede do Sindipol, na Rua Uruguai, 170 (centro).
‘‘As nossas propostas vão, em primeiro lugar, de encontro às necessidades dos policiais. No entanto, o benefício que recebermos irá atingir naturalmente os anseios de toda a comunidade que, por direito, exige mais segurança’’, afirmou Tânia. Ela promete se unir aos Conselhos Comunitários de Segurança, juntos, buscar soluções para um efetivo funcionamento da Polícia Civil.
Um dos tópicos que a chapa pretende discutir com os delegados-chefe das subdivisionais é a escala de serviço e criar um dispositivo para assistir os policiais psicologicamente, por causa do estresse que a maioria deles apresenta. Tânia disse que, em Londrina, a jornada de trabalho de um policial chega a 36 horas corridas, no caso de investigadores. Ela toma como exemplo os policiais lotados nos distritos para cuidar dos presos e também são obrigados a realizar investigações e trabalhos administrativos, entregando intimações.
‘‘Ao que eles (os policiais) são submetidos torna impossível que realizem um trabalho eficaz. A situação complica-se mais quando passam as noites cuidando de mais de 50 presos com apenas a ajuda de um preso de confiança. Quando ocorre uma fuga ele é responsabilizado, sujeito a ser penalizado e até preso em flagrante.’
Tânia cita como exemplo o caso de uma escrivã (ela preferiu não identificá-la) que, além de atender todo o trabalho do Juizado das Pequenas Causas, transcreve depoimentos de testemunhas nos processos do Juizado Especial Criminal e ainda concorre na escala de serviço no plantão da 10ª Subdivisão Policial (SDP). ‘‘Esta escrivã desempenha todas estas funções e só folga 24 horas por semana,’ garantiu.
A outra proposta é melhorar o atendimento ao público nos distritos e nas subdivisões policiais. A candidata disse que é inconcebível o que está acontecendo na 10ª SDP, onde não existe bebedouro para o público e plantonistas tomarem água. Segundo ela, as pessoas são obrigadas a procurar os bares em frente à 10ª SDP para matar a sede.
Tânia promete também lutar para que o plantão e todas as delegacias sejam informatizados. Entre as demais propostas da chapa está a de discutir com o governo estadual o Plano de Carreira, Cargos e Salários, inclusive, rever o Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide). A candidata enfatizou que os 19 membros da chapa ‘Policial unido jamais será vencido’ são investigadores, escrivães e operadores de rádio. Na sua visita à Folha, Tânia estava acompanhada da candidata a secretária na chapa, Solange Pinheiro Freitas.

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