Oposição afirma que foram feitos cortes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de novembro de 1998
Adriana Ribeiro 
Arquivo FolhaProblemas
O deputado dr. Rosinha diz que o anúncio de redução de salários deve trazer prejuízos não só para os funcionários públicos, como também para a população. Segundo ele, os cortes provocarão o sucateamento dos serviços Ao contrário do que o governador Jaime Lerner afirmou ontem, ao anunciar o ajuste fiscal, a oposição afirma que as áreas de Saúde e Educação sofrerão cortes em seus orçamentos. O deputado estadual Florisvaldo Fier - dr. Rosinha - (PT-PR) diz que os índices previstos para investimento dos recursos do Tesouro Estadual nas duas áreas no ano que vem serão maiores do que os projetados para o exercício deste ano, mas menores do que os aplicados em 1997.
O governo diz que não haverá cortes, mas ele está cortando há muito tempo. Além disso, a queda do orçamento de 1998 para 1999 está sendo de 20%, diz o deputado. A proposta orçamentária do próximo ano, para a Saúde, é de R$ 179 milhões. Uma análise feita pelo parlamentar sobre as medidas adotadas pelo governo mostra que, em 1997, o Paraná gastou 3,15% de seu orçamento próprio com a Saúde. Para 1998, a previsão é de 2,01%, 0,03% a menos do que a proposta para o exercício do ano que vem.
Na área de Educação os gastos em 1997 chegaram a 19,82% dos R$ 873.750 milhões existentes. Este ano, a poposta do governo é de R$ 1,1 bilhão, o que corresponde a um investimento de 11,78% dos recursos próprios. Mas temos que considerar que o valor está superestimado em 20%, segundo Rosinha. Para o ano que vem, o governo pretende gastar R$ 1.131 bilhão na área, o que totaliza 15,27% do total do orçamento do Estado. É um valor maior do que 1998, mas menor do que no ano anterior. Isso é corte, diz o deputado.
Rosinha garante que o anúncio de redução de salários deve trazer prejuízos não só para os funcionários públicos, como também para a população. Segundo ele, a retirada de ratificações e a diminuição dos valores dos pagamentos provocarão o sucateamento dos serviços.
Ontem, os secretários da Saúde, Armando Raggio, e da Educação, Ramiro Wahrhaftig, não quiseram falar sobre as novas medidas do governo.


