As vagas disponíveis no mercado de trabalho para jovens com baixa escolaridade são cada vez mais escassas e menos atrativas. Segundo o gerente da Agência do Trabalhador de Londrina, Roberto Gonçalves, hoje um cidadão com 1º grau incompleto só consegue colocação em empregos pouco remunerados e que exigem esforços físicos, como servente de pedreiro e auxiliar de serviços gerais.
''Sempre temos vagas nesses empregos, mas é raro um jovem procurar. A maioria deles tem um grau mais elevado de escolaridade ou está estudando'', relatou. É um indicativo de que boa parte dos jovens atingidos pela evasão escolar pode estar diretamente buscando sustento no mercado informal - catadores de papel e ambulantes são exemplos - ou no crime.
Gonçalves observou que empregos de escritório que poderiam absorver esse público estão cada vez mais raros. ''Está diminuindo a procura por officeboys e contínuos, porque hoje se faz muitos serviços pela internet'', comentou.
Para tentar aumentar as chances de quem tem teve pouco estudo, a Agência do Trabalhador tem buscado parcerias no setor privado para oferecer cursos como informática básica. ''As empresas têm que retornar para a sociedade o que tiram dela. E quanto mais gente empregada, menos violência vamos ter. É bom para todo mundo'', concluiu. (V.N.)

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