Oportunidade para a vida
Londrina Aluna da primeira turma do Instituto Bom Aluno de Londrina, Ana Cláudia Mainardi, de 27 anos, conta que o projeto a ajudou a adquirir mais disciplina nos estudos. A conquista deste hábito, diz, a levou a alcançar a formação que mais a interessava Farmácia, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Quando a profissional foi selecionada pelo Bom Aluno ainda estava no 7º ano do ensino fundamental. Enfrentou a rotina puxada do curso regular e aulas de reforço no contraturno, até entrar para o Colégio Marista, como bolsista, no ensino médio. Ana Cláudia ainda foi acompanhada pelo Bom Aluno até receber o diploma de Farmácia. "O projeto me ajudou muito, até com a pós-graduação que fiz. Só tenho coisas boas para lembrar. Se eu não tivesse entrado no programa, provavelmente não seria farmacêutica hoje", analisa.
O professor Nilson Douglas Castilho, de 23 anos, viu no Bom Aluno uma oportunidade para crescer. Hoje, ele é coordenador de Língua Portuguesa do Colégio Marista, o mesmo em que estudou quando foi assistido pelo projeto. "Eu tinha 14 para 15 anos, nunca havia sonhado em estudar neste colégio. E não entrei caindo de paraquedas. Foram três anos de preparação com aulas complementares enquanto estava na escola pública", conta.
Para Nilson, a participação no Bom Aluno foi essencial para que ele tivesse a colocação profissional que tem hoje. "Entrei no colégio como estagiário, para ajudar a corrigir provas. Quem fez a mediação foi o Bom Aluno. Depois me tornei professor substituto", pontua.
O estudante de Ciências Biológicas Ephraim Andrade França, de 18 anos, também foi acompanhado pelo projeto durante os ensinos fundamental e médio. "Senti muita diferença na minha formação, tanto que quando entrei no ensino médio, em escola particular, percebi que estava até na frente de outros alunos", comenta. Hoje, mesmo cursando uma universidade pública, a UEL, ele continua sendo atendido pelo Bom Aluno. O apoio inclui auxílio para transporte e compra de livros e outros materiais. (A.L.)





