Opiniões sobre protesto divergem entre usuários
Não somente os caminhoneiros estavam a favor do protesto, mas também os motoristas de carros de passeio dividiam suas opiniões e davam apoio ao bloqueio do pedágio. O viajante Luiz Weiss fez duras críticas ao governo. ‘‘O governador só vê dinheiro para ele. Em tudo arrecadam e não devolvem para o contribuinte. As estradas só estão sendo maqueadas. Gostaria de ver uma prestação de contas do que foi arrecadado pelos pedágios’’, afirmou.
Para o representante comercial José Antônio Dias, o motorista tem, além de pagar o Imposto Sobre Veículo Automotor (IPVA), pagar o pedágio. Ele questiona a necessidade de cobrança nos dois sentidos da rodovia, como é feito no Paraná. ‘‘Há casos de rodar pouco mais de 30 quilômetros e ter outra praça cobrando. Querer subir o pedágio que já é caro é uma brincadeira de mau gosto com o contribuinte. O volume de carro que passa por dia pelas praças já daria para liberar a tarifa’’.
Atrasado para um compromisso em Arapongas, o vendedor Ademar Silva se disse contra a forma como os caminhoneiros montaram o protesto. Porém, é a favor da reivindicação, citando que as estradas não estão conservadas como prometeu o governo antes da implantação das tarifas. A mesma opinião é dividida pelo eletricitário Marcelo Bezerra.
Entre os caminhoneiros, Antônio Júlio da Silva, que estava parado na manifestação, questionava o motivo do protesto. Ao saber, aderiu à causa. ‘‘Por viagem gasto mais de R$ 150,00. Deviam cobrar menos. Acredito que R$ 2,00 ou R$ 3,00 por caminhão era o suficiente. O dinheiro do frete vai todo no pedágio’’, salientou.
O londrinense Jorge de Brito foi mais longe. Além da tarifa, disse que as exigências como tacógrafo para caminhões antigos acaba com a vida de qualquer caminhoneiro.‘‘Em mais de 20 anos de profissão, esta é a primeira vez que tenho dificuldades em pagar minhas contas e alimentar meus filhos’’. (A.S.)

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